Sempre Claretiano

"Não existe idade pra quando você tem um sonho."


Lúcia Pecly

Estatísticas

ano concl. 2014
curso Artes
polo/unid. Vitória

Outras histórias

Fazendo o bem

Lúcia Pecly

Lúcia entrou para a faculdade de Artes aos 50 anos, hoje é formada em pós-graduação da História Afro Brasileira e trabalha dentro de uma instiuição prisional.

Mais uma história de inspiração para aqueles que não acreditam ser capazes de enfrentar os obstáculos e dificuldades da vida para ir atrás de um sonho.

Depois de 37 anos sem estudar, Lúcia Pecly de Cariacica – ES, decidiu retornar à essa rotina e se tornou uma universitária em 2011 aos 50 anos de idade através do ensino à distância do Claretiano.

Mesmo sem apoio e sendo contrariada pela maioria dos amigos e familiares, Lúcia não desistiu. A atitude de ingressar numa faculdade se deu por ser voluntária numa instituição chamada “Amor e Vida” em que trabalhava como cuidadora.

“Percebi que os profissionais não tinham qualificação para atender aquela criança, foi aí que pensei: eu preciso estudar para poder lutar pelos direitos daquele menino”, conta ela.

No início da faculdade, Lúcia se deparou com algumas dificuldades em relação à tecnologia por conta da idade, mas para isso não atrapalhar sua rotina de estudos, partiu para o tradicional: livros. “No meu segundo encontro na faculdade eu levei os meus livros impressos do CD, a turma toda começou a rir e debochar, mas eu já havia percebido que aqueles seriam os melhores livros didáticos para que eu pudesse estudar sem ter que ficar o tempo todo com a tecnologia”, lembra.

Foi no terceiro semestre do curso que Lúcia começou a perceber que seus filhos estavam completamente ao lado dela e que os colegas da faculdade notaram o compromisso e a dedicação com que ela tratava sua futura profissão. Ela conta que “os livros didáticos que foram motivo de chacota, viraram instrumentos indispensáveis para todas as turmas, e eu me transformei em um exemplo pra eles”.

Desde esse momento até hoje, Lúcia trabalha dentro de uma instituição prisional onde leva teatro, dança, música e uma arte diferenciada com tudo o que aprendeu. Além disso, conseguiu se formar em pós-graduação em História Afro Brasileira e hoje associa as duas coisas. “Levo a diferença para o sistema, meu projeto está cada dia melhor virei, contadora de histórias Afro”, relata Lúcia.

“Não existe idade pra quando você tem um sonho.” Atualmente Lúcia considera seu desejo realizado e com isso passa adiante sua trajetória incentivando a todos. “Tento a cada dia passar para meus sócios educandos, que são menores infratores, que eles devem sempre acreditar que podem mudar sua história. E a arte permite isso“, finaliza ela.


Estatísticas

ano concl. 2014
curso Artes
polo/unid. Vitória

Quer deixar o seu depoimento?

ficaremos muito felizes em publicá-lo aqui

enviar meu depoimento